A Lúcia Maggi. A Baronesa do Agronegócio. Os 93 Anos. A Fortuna de R$ 6,6 Bilhões. A Vida Simples. O Oitavo Lugar na Forbes.

 


Quem olha para Lúcia Maggi pela primeira vez, talvez não faça ideia de que a simpática senhorinha com a maior cara de vó que faz bolo para os netos numa prosaica segunda-feira à tarde é, na verdade, uma das mulheres mais ricas do país e uma baronesa do agronegócio. Na realidade, aos 93 anos, ela ocupa o oitavo lugar na lista publicada pela revista "Forbes", sendo a mais velha do Brasil, com uma fortuna avaliada em R$ 6,6 bilhões, duas posições à frente da estreante Iris Abravanel. 

E Dona Lúcia não herdou um centavo disso tudo. Aliás, é uma das duas únicas mulheres que fizeram o próprio patrimônio do chão. No caso ela, num chão de terra bem fértil. A "Agrovó" fundou, junto com o marido André Maggi, a Agrícola Amaggi, no final dos anos 1970, em Sapezal, no Mato Grosso.

Iniciaram plantando e vendendo soja, milho e algodão. Com a expansão nos anos 1990, Lúcia e o marido passaram a comercializar commodities agrícolas e hoje são uma das maiores do ramo no mundo. Ela e André saíram do Paraná, onde moravam e fundaram a empresa, vislumbrando o eldorado do centro-oeste brasileiro e a potencialidade futura para o cultivo de grãos. Foram visionários. Para além do cultivo, a Amaggi se tornou uma gigante global, investindo na comercialização de insumos agrícolas, geração de energia elétrica,mcontando com uma infra gigantesca de silos, usinas, e pontos de distribuição. 

Com a morte do marido em 2001, Dona Lúcia pegou a braçadeira de capitã e conduziu a empresa rumo ao futuro, tornando-se a principal acionista e gestora estratégica do grupo. Contam que ela é bem direta e conservadora na condução dos negócios e até hoje, mesmo não estando mais no dia a dia dos negócios, nada acontece se ela não der a última palavra.

Mãe de Blairo Maggi, o ex-ministro da Agricultura do governo Temer, Dona Lúcia é avessa aos holofotes, raramente deu uma entrevista na vida e gosta de transitar nos bastidores. Hoje ela leva uma vida confortável em Rondonópolis, também no Mato Grosso, e é zero ostentação. No máximo, seu colar de pérolas verdadeiras, que em ocasiões especiais adornam seu pescoço, viagens a bordo do jatinho da família, que é para não se cansar demais, já que hoje transita em cadeira de rodas. 

A bilionária ainda preside a Fundação André e Lucia Maggi, com projetos sociais voltados para educação, saúde e desenvolvimento nas comunidades sob domínio das empresas do grupo. O município de Sapezal, no MT, onde o império dos Maggi começou, tem uma praça com o nome de Lúcia. Há pouco tempo, o local foi revitalizado e reinaugurado por sua "musa inspiradora". Ah, e em sua casa tem sempre café fresco e um bolinho para as visitas.

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