A Mulher. O Marido. A kitnet. A Garrafa de Álcool. O Fogo. A Morte. O Julgamento e a Pena de 01 Ano


 

 Olha só essa história: em julgamento realizado no Fórum Criminal de Belém, Paulina Moraes Ferreira, 27 anos, foi condenada por homicídio culposo pela morte do companheiro, Breno dos Santos da Silva, 26. Originalmente denunciado como homicídio doloso, o crime foi desclassificado pelo júri, que acatou a tese de que a ação foi resultado de imperícia ou irresponsabilidade, e não de intenção homicida. A sessão do júri foi presidida pelo juiz Murilo Lemos Simão, que responde pela 1ª Vara do Tribunal do Júri da Capital. A pena aplicada à ré ficou em um ano de reclusão em regime aberto. 

A decisão acolheu o entendimento do promotor de justiça Gerson Daniel da Silveira, o qual considerou as declarações da ré, que sofria de transtorno de depressão e problemas de saúde, e concluiu que Paulina não tinha intenção de matar o companheiro.

A defesa de Paulina, promovida pelas advogadas Oceanira Farias de Miranda e Anielle Sthefanie da Paixão, e pelo advogado Wermerson Georgio Guimarães, ratificou a tese da promotoria, sustentando que o ato se configurou como homicídio culposo por imperícia ou irresponsabilidade. Testemunhas arroladas pelo Ministério Público foram dispensadas pelo promotor por não terem presenciado o crime e chegado após o horário.

Combustão – Em interrogatório, Paulina alegou que enfrentava problemas no relacionamento, inclusive com a desaprovação da mãe do jovem por ela ser do candomblé. A acusada contou que, no dia dos fatos (22 de fevereiro de 2015), encontrou o namorado com outro homem no kitnet onde viviam, no bairro Castanheira, em Belém. 

O fato gerou uma desavença. A ré relatou que tentou deixar o local, mas a vítima tentou impedi-la com uma “gravata”. Nesse momento de conflito, Paulina pegou uma garrafa de álcool, jogou o líquido no próprio corpo e tentou acender o isqueiro com a intenção de tirar a própria vida. 

Segundo sua versão, o namorado tentou impedi-la segurando-a, o que resultou em ambos sendo atingidos pelas chamas. O casal correu para o banheiro para apagar o fogo e, em seguida, buscou atendimento médico. A vítima foi socorrida e levada ao Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência, mas não resistiu. A ré sobreviveu, mas ficou com cicatrizes na região cervical.

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