O Fernando Henrique. O Caso com Miriam Dutra. O Filho que Foi sem Nunca ter Sido


 

Direto do túnel do tempo: Em abril de 2000, a revista Caros Amigos publicou uma reportagem em que questionava o silêncio da imprensa brasileira sobre a suposição da jornalista Miriam Dutra ter um filho com o então presidente Fernando Henrique Cardoso. A reportagem identificou o suposto filho como Tomás Dutra Schmidt, nascido em setembro de 1991. Quando Fernando Henrique concorreu à Presidência da República pela primeira vez, o caso extraconjugal passou a ser assediado pela imprensa. Mirian mudou-se para a Europa e se manteve em silêncio para não prejudicá-lo politicamente. Ele colaborou financeiramente com o sustento de Tomás e encontrava-se com o filho.

Em 2009, Fernando Henrique reconheceu juridicamente Tomás como seu filho, embora já houvesse reconhecido a paternidade. Em 2011, foram realizados dois testes de DNA que revelaram que Tomás não era seu filho biológico. Entretanto, manteve o reconhecimento da paternidade.  Ruth Cardoso morreu em 24 de junho de 2008 vítima de arritmia cardíaca. Durante entrevista em dezembro de 2013, FHC declarou que ela ficou sabendo do caso extraconjugal com Mirian quando a história foi revelada. Também contou que não pensou em separação, declarando:

“Posso afirmar igualmente que Ruth morreu numa ótima fase de nossa união. À semelhança de qualquer casal, atravessamos etapas de maior e menor cumplicidade. Até criar nossos filhos, nos conservamos bem próximos. Depois, houve certo distanciamento. E, nos últimos quinze anos, uma reaproximação intensa […].”

Em 2011, O ex-presidente começou a namorar com Patrícia Kuntrád. Patrícia nasceu em 1978 e o conheceu na Fundação Fernando Henrique Cardoso, onde trabalhava como secretária-executiva. Em fevereiro de 2014, eles oficializaram a união através de um contrato de união estável com separação de bens.  Quanto a religião, FHC é agnóstico.[263] Em uma entrevista ao Globo News, em janeiro de 2014, declarou:

“[...] Eu não vou dizer que [Deus] existe ou não existe e eu respeito as religiões. Em certos momentos eu tenho até um sentimento que, digamos, transcendente. Eu sou uma pessoa que gosta de ritual, eu gosto das missas, mas não é só isso. Eu acho que em certos momentos você tem que ter algo que vá além do cotidiano.”

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