A polícia civil do Pará prendeu em Salinas, o empresário Alex Leandro Bispo dos Santos, de 40 anos, condenado por feminicídio, acusado de arremessar uma modelo amapaense do 14° andar de um hotel, em Brasília. A vítima, Maria Katiane Gomes da Silva, de 25 anos, não sobreviveu. Na época, Alex alegou que Maria se atirou do apartamento e a m0rte foi tratada como suicídio. Entretanto, com a análise de depoimentos, contradições e imagens do local, o marido se tornou o principal suspeito da investigação do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).
O crime ocorreu em 2005 e a prisão foi divulgada nesta quarta-feira (10), após cumprimento de mandado definitivo no município de Salinópolis, no nordeste paraense. A ação foi realizada pelo Polinter (Serviço de Polícia Interestadual), vinculado à DIOE (Divisão de Investigações e Operações Especiais). O mandado de prisão definitiva havia sido identificado durante consultas ao BNMP (Banco Nacional de Mandados de Prisão). Com o apoio do NAI (Núcleo de Apoio à Investigação) de Capanema, os policiais localizaram o condenado e efetuaram a prisão.
Segundo o delegado Artur Carlos Junior, titular da Polinter, após a confirmação da ordem judicial, a equipe realizou diligências até encontrar o paradeiro do foragido. “Ao localizá-lo, ele foi cientificado sobre o mandado, recebeu voz de prisão e foi conduzido à unidade policial para os procedimentos legais”, explicou. Após a prisão, o empresário foi encaminhado ao sistema penitenciário, onde permanece à disposição da Justiça.
O caso - O crime aconteceu em 2005 e teve como vítima uma modelo amapaense que também era funcionária do acusado. De acordo com as investigações, a mulher sofria assédios sexuais constantes e teria solicitado desligamento da empresa em razão do comportamento do empresário. Ainda conforme a apuração policial, a vítima foi levada à Brasília sob um pretexto falso. Hospedados no mesmo quarto de um hotel, ela se recusou a permanecer com o acusado.
Diante da negativa, o homem a arremessou da sacada do 14° andar do prédio, causando sua morte. Após o crime, o empresário conseguiu fugir e, por anos, levou uma vida de luxo em Belém, onde vivia com a esposa e filhos. Com o trânsito em julgado da condenação, a Justiça expediu o mandado de prisão, que foi finalmente cumprido no Pará quase duas décadas após o feminicídio.

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