Não à toa, é comum que a carreira de João Gomes seja por vezes descrita como meteórica: em cinco anos, o cantor pernambucano de Serrita se transformou de estudante para uma das principais vozes da música brasileira na atualidade. Seu primeiro álbum, "Eu Tenho a Senha" (2021), de cara já cara caiu nas graças do público, colocando as dez músicas no Top 200 das mais ouvidas no mês de estreia. De lá para cá, um furacão passou pela vida de Gomes. Ele mesmo diz que “pulou etapas”, que deveria ter cursado uma faculdade, arrumado um emprego, o passo a passo tradicional para um jovem como ele.
Entretanto, a realidade sempre se sobrepõe, e o sucesso nunca anda desacompanhado. Vieram junto as responsabilidades que o rapaz, à época com 17 anos, nem sonhava ter: as expectativas do público, a própria pressão para fazer tudo certinho, a preocupação com os próximos passos, a necessidade de ajudar a família, os pedidos de dinheiro e a administração de uma carreira que virou o ganha-pão de um monte de gente.
“Cheguei em uma vida em que sou o chefe; preciso falar coisas difíceis com as pessoas, tomar decisões importantes. Acho que errei muito nesses cinco anos. Vacilei; poderia ter aproveitado algumas oportunidades”, confessa, referindo-se, principalmente, aos momentos em que o álcool borrou seus sentidos.
“A gente quer beber, secar várias garrafas só para dizer que bebeu. Aí bebe para lidar com os problemas, e depois bebe porque está feliz. Deveria ter bebido menos.”
Essa consciência veio após um susto. O cantor havia passado por episódios de mal-estar antes de shows, e, depois de um check-up no começo deste ano, sua médica o alertou para um início de gordura no fígado. Preocupada, questionou se Gomes não conseguiria ficar ao menos dez dias sem beber. A pergunta o impactou.
“Foi pesado ouvir isso. Para mim caiu uma ficha, tipo, ‘Sou escravo de uma coisa, então?’. Não! Sou livre!”, atesta.
Antes disso, no final do ano passado, João já havia revelado que tinha reduzido o consumo de álcool após receber um puxão de orelha de ninguém menos que Ivete Sangalo, que abriu seus olhos para a quantidade que estava consumindo e aconselhando a diminuir.
"A Veveta é uma mãezona para mim", define Gomes.
Desde então, só reserva um copinho ou outro para momentos muito especiais, como a visita ao cantor Zeca Pagodinho, em outubro deste ano, nos "vale night" com a esposa, a influenciadora Ary Mirelle, 23, ou quando ganhou seu primeiro Grammy Latino pelo projeto "Dominguinho" (em parceria com Jota.Pê e Mestrinho).
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