A Filha do Wandekolk. A Silaine Vendramim. O Nepotismo Cruzado no TJ do Pará e TCE. A Ouvidoria e a Resistência. A Corregedoria e o Silêncio


 

Sabe-se agora: Bruna Caroline Gonçalves Chaves, a toda poderosa do TJE do Pará, atuando, não por acaso, no gabinete da presidência da corte, não chegou ao judiciário por acaso. Ela é filha do ex-deputado Wandekolk Gonçalves e é apadrinhada pela ex-presidente, a desembargadora Célia Regina, a ‘Celinha”. Como foi revelado, com exclusividade por O Antagônico, Bruna é mãe de Marcelo Menezes Chaves Filho, nomeado para exercer o cargo em comissão de assessor de procurador de contas do TCE Pará. O marido de Bruna, Marcelo Menezes Chaves, é diretor financeiro junto ao Ministério Público de Contas dos Municípios do Estado do Pará. 

Conforme noticiou O Antagônico, Silaine Karine Vendramin, MPC de Contas, indicou Marcelo Menezes Chaves Filho para ocupar o cargo de assessor de procuradoria em seu gabinete, enquanto Bruna Caroline Gonçalves Chaves, chefe de gabinete da presidência do TJ/PA indicou o marido de Silaine, Tiago Madson Aragão Domingos, para ocupar o cargo assessor jurídico, junto à Secretaria de Planejamento, Coordenação e Finança do TJ/PA. Trocando em miúdos, trata-se, de nepotismo claro e deslavado. Um tapa na cara da sociedade.

E depois da queda tem o coice. Concursados que denunciaram a manobra estão enfrentando dificuldades, acreditem os leitores, em registrar, junto ao TJ/PA, a denúncia do gravíssimo caso de nepotismo. Os mesmos tentaram, por duas vezes, que a Ouvidoria do tribunal registrasse a demanda e encaminhasse o caso para o órgão com atribuição para apuração de infração disciplinar dos envolvidos, que é a Corregedoria-Geral de Justiça, que, sabe-se lá porque cargas d'água , não possui canal aberto para registro desse tipo de denúncia.

Ou seja, a ouvidoria está se negando, peremptoriamente, a encaminhar a denúncia para a Corregedoria. E isso não é o pior. Para registrar uma denúncia a ouvidoria exige identificação dos responsáveis, demandando cópia de documentos de identidade e comprovantes de endereço, o que, certamente, acarretará perseguições de toda sorte para os denunciantes.

Até o momento, não houve qualquer movimentação, por parte da gestão do Tribunal, no sentido de corrigir a prática nefasta. O Antagônico tentou contato com a corregedoria do Tribunal, porém não obteve nenhuma resposta. O espaço segue aberto.

Comentários