A Globo. O Brasileirão 2026. A Série A. O Remo na Vinheta



Durante o intervalo do clássico entre Flamengo e Vasco, na noite da última quarta-feira (21), a Rede Globo apresentou oficialmente a sua nova vinheta para o Campeonato Brasileiro da Série A 2026. Para o torcedor azulino, o vídeo trouxe um motivo especial de orgulho: o Clube do Remo aparece em destaque logo nos primeiros segundos. Em uma sequência rápida, a vinheta exibe cenas marcantes da torcida do Remo lotando o Mangueirão. 

As imagens remetem à épica campanha do acesso em 2025. A última vez que o Remo disputou a Primeira Divisão do Brasileirão foi em 1994. Desde então, o clube enfrentou desafios em todas as divisões inferiores até consolidar o projeto de reestruturação que culminou com o acesso no ano passado. Em 2026, o Remo fará sua estreia no formato de pontos corridos.

A ascensão do Clube do Remo à primeira divisão criou uma situação desconfortável para os membros da Libra, a Liga do Futebol Brasileiro, que negocia em bloco, em nome dos clubes participantes, os direitos de transmissão e as cotas de premiação. Conforme apuração do jornalista Rodrigo Mattos, da UOL, a entrada do clube paraense na Série A força a redução da cota estabelecida em contrato firmado entre a Liga e a detentora dos direitos de transmissão. Com isso, clubes como o Flamengo, que detém a maior fatia, contestam a diminuição dos valores.

No total, o contrato entre a Libra e a Globo prevê a distribuição de R$ 1,170 bilhão entre os afiliados da primeira divisão, que até o ano passado eram nove clubes. O acesso azulino escancarou uma falha contratual, que não previa a entrada de um novo clube na elite, apenas a saída. Se o caminho fosse inverso e um clube fosse rebaixado da Série A para a Série B, o valor distribuído sofreria uma redução de 11%. A hipótese contrária, no entanto, acabou ignorada — e foi justamente o que aconteceu.

Diante do embaraço jurídico, os clubes da Libra (Palmeiras, São Paulo, Santos, Red Bull Bragantino, Flamengo, Bahia, Vitória, Grêmio e Atlético-MG, com exceção do Remo) bateram o pé e exigiram o aumento do valor total, por entenderem que a fatia do bolo será menor do que a prevista. Dono da maior cota, o Flamengo encabeçou a insatisfação e pediu um reajuste para R$ 1,3 bilhão, mais inflação, garantindo que ninguém saia no prejuízo — nem mesmo o Clube do Remo.

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