Marabá. A PF. A Exploração Ilegal de Manganês. A Prisão do Jamil Amorim. Os R$ 24 Milhões Bloqueados. Os Sete Mandados de Busca


 

A polícia federal apreendeu um helicóptero, joias e outros bens de alto valor durante a Operação Nêmesis, deflagrada nesta terça-feira (27) na zona rural de Marabá, sudeste do Pará. A investigação apura crimes ambientais e usurpação de bens minerais da União, com extração e comercialização ilegal de manganês em larga escala, com destino à China. A justiça federal determinou o bloqueio de R$ 24 milhões. Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão e um de prisão preventiva nas cidades de Belém (PA), Parauapebas (PA), Goiânia (GO) e Belo Horizonte (MG).  O mandando de prisão, cumprido em Marabá, foi contra Jamil Amorim, alvo principal da operação.  Jamil foi preso e encaminhado ao IML em Marabá, para exames de corpo de delito.

A justiça federal autorizou as ordens após a PF reunir provas sobre o funcionamento do grupo, que movimentava grandes quantias com a venda clandestina do minério. Durante as buscas, além do helicóptero e das joias, os agentes apreenderam um carro e outros bens de alto valor. Os investigadores apontam que os valores seriam resultado direto do esquema de comercialização fraudulenta de manganês. 

A área de garimpos de manganês fica na localidade Vila União, a cerca de 140 quilômetros do centro de Marabá. As investigações indicam que a organização criminosa extraía o minério clandestinamente e o comercializava utilizando notas fiscais "esquentadas" para viabilizar a exportação fraudulenta.

O esquema movimentou valores milionários, com atuação coordenada de mineradoras, intermediários logísticos e operadores financeiros. A PF apurou que os investigados mantinham uma estrutura para mascarar a origem ilícita do minério, burlando a fiscalização tributária e ambiental. 

A mineração ocorria em áreas sem título minerário válido e sem autorização dos órgãos competentes. A Operação Nêmesis é um desdobramento de ações anteriores contra a mesma modalidade criminosa, como as Operações Dolos I e II, deflagradas ao longo de 2024.

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