Um cadáver que vai dar muito o que falar: a polícia civil investiga a morte de um trabalhador em Marabá, no sudeste do Pará. Édio Cruz Brito morreu após passar mal em uma siderúrgica no distrito industrial da cidade. A polícia apura se o funcionário foi exposto a gases tóxicos, como monóxido de carbono, no ambiente de trabalho. O incidente ocorreu no domingo, 29 de dezembro de 2025, e o corpo dele foi sepultado na tarde de segunda-feira (30) no cemitério parque municipal em Marabá.
A vítima completou 34 anos de vida no dia 26 de dezembro. Édio trabalhava como operador de tratamento de efluentes e passou mal logo após se deslocar para uma área de lavagem de gás. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu.
O laudo preliminar do Instituto Médico Legal (IML) indicou que a causa da morte foi insuficiência respiratória aguda. O laudo detalhado da perícia deve ser concluído nos próximos dias. A morte abalou a família, especialmente por ocorrer em um período de confraternizações de fim de ano. O pai da vítima, Edimar Lima Brito, trabalha na mesma siderúrgica que o filho.
"Só pedindo consolo a Deus para consolar meu coração que está quebrado. Não é fácil perder um filho assim. Aniversariou dia 26, toda alegria e tantos planos", desabafou o pai.
A polícia científica realizou perícia no local e testemunhas começaram a ser ouvidas. Os investigadores buscam confirmar se houve exposição indevida a gases e se os protocolos de segurança da empresa estavam sendo seguidos corretamente.
Em nota, a empresa Âncora Siderúrgica Norte lamentou a morte do colaborador e informou que os fatos estão sendo apurados. A companhia afirmou ainda que reforça o compromisso com a saúde e a segurança de seus funcionários.
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