O Lixão de Marituba. O TJ do Pará. O Luis Neto e o Novo Adiamento

 

Aconteceu de novo. A justiça do Pará prorrogou mais uma vez o prazo de funcionamento do aterro sanitário de Marituba, na região metropolitana de Belém. A nova decisão, assinada na terça-feira (30) pelo desembargador Luiz Gonzaga da Costa Neto, estende o recebimento de resíduos de Belém, Ananindeua e Marituba, até 30 de junho de 2027. O prazo acabava na quarta-feira (31). 

É a segunda prorrogação ainda neste ano. A primeira ocorreu em fevereiro. Segundo o Tribunal de Justiça (TJPA), a medida atende a um recurso apresentado pelas empresas Ciclus Amazônia S.A., responsável pelo recolhimento dos resíduos sólidos em Belém, e a Guamá Tratamento de Resíduos Ltda., empresa que administra o aterro, além do Estado do Pará e dos três municípios.

O acordo firmado com a Justiça prevê que a Guamá seguirá responsável pelo recebimento e tratamento dos resíduos sólidos das três cidades até o novo prazo. A decisão também determina que os entes envolvidos apresentem e cumpram um cronograma com datas definidas para implantação dos novos aterros sanitários de Bujaru e Acará. O Tribunal exigiu o acompanhamento técnico e judicial do processo, incluindo o andamento dos licenciamentos ambientais.

Uma reunião de monitoramento foi marcada para o próximo 12 de janeiro, data do aniversário de Belém, na sede do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA). Devem participar representantes da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), do Ministério Público, das empresas responsáveis e da consultoria judicial que acompanha o caso. A construção dos novos aterros tem sido motivo de debates e protestos, especialmente por moradores e ambientalistas que questionam o impacto ambiental e a localização das áreas em Bujaru e Acará, cidades no nordeste do estado. 

Em operação desde junho de 2015, o aterro de Marituba ocupa uma área de cerca de 100 hectares e recebe aproximadamente 480 mil toneladas de resíduos por ano provenientes de Belém, Ananindeua e Marituba. Pelo projeto original, a unidade já teria ultrapassado a capacidade de funcionamento nos últimos anos, o que levou à série de prorrogações judiciais.

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