A Marinha do Brasil passou a usar um equipamento subaquático nas buscas por Ágatha Isabelle, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desaparecidos desde 4 de janeiro em Bacabal, no interior do Maranhão. Ao todo, 11 militares começaram a atuar na operação na manhã desse domingo (18). O side scan sonar, também chamado de sonar de varredura lateral, é um equipamento usado para mapear áreas submersas por meio de ondas sonoras. Ele emite feixes para os lados e produz imagens do fundo do rio ou do mar, mesmo em locais com pouca visibilidade.
O equipamento veio do Centro de Hidrografia e Navegação do Norte, em Belém (PA), e chegou a Bacabal nesse sábado (17). As buscas no rio Mearim foram intensificadas após o relato de Anderson Kauã, resgatado no dia 7 de janeiro. Ele disse aos policiais que esteve com os primos em uma casa que os agentes chamam de “casa caída”, às margens do rio. Segundo o secretário de Segurança Pública, Maurício Martins, cães farejadores indicaram a presença das crianças no local e desceram uma ribanceira durante as buscas em direção ao rio.
O Corpo de Bombeiros informou ao g1 que o apoio da Marinha foi solicitado por causa do risco aos mergulhadores. A baixa visibilidade, árvores caídas e a forte correnteza dificultam o trabalho no rio. A extensão da busca no leito do rio não foi informada. A Marinha solicitou que o número de embarcações na área das buscas fosse reduzido para aumentar a eficiência das operações. As equipes devem permanecer na região por 10 dias, com possibilidade de prorrogação.
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