Parauapebas. O pastor Júnior Romão. Os Casos de Assédio. A Assembleia de Deus Mãe e o Escândalo Sexual

 


O pastor Francisco Júnior Romão, presidente da Igreja Assembleia de Deus Mãe em Parauapebas, considerada uma das maiores instituições evangélicas do estado do Pará, e 2º vice-presidente da convenção nacional CIMADB (Convenção Centenária da Igreja-Mãe das Assembleias de Deus no Brasil), tornou-se alvo de denúncias internas envolvendo casos de assédio sexual, conduta moral inadequada e perseguição a membros da igreja que relataram os fatos. 

As informações constam em um Boletim de Ocorrência registrado no dia 28 de agosto de 2025, na Delegacia Especializada de Atendimento à Criança e ao Adolescente (DEACA), onde um ex-membro relatou episódios envolvendo adolescentes e mulheres da igreja, além de pressões internas para que vítimas e familiares não buscassem à polícia.

No B.O. nº 00557/2025-100318-7, o denunciante afirma ter se afastado da instituição por discordar da forma como os casos estavam sendo tratados e por não compactuar com “condutas impróprias” atribuídas ao pastor-presidente. O BO também aponta que situações semelhantes teriam ocorrido em 2021, 2024 e 2025, corroborando a fala de outros membros do ministério. 

Além do registro formal, pastores da instituição confirmaram o contexto. Em um print enviado à reportagem, um líder religioso afirma que “a situação na Igreja Mãe em Parauapebas já não anda bem há algum tempo”, citando “muitos assédios a mulheres vindos do próprio pastor presidente”, e acrescentando que “cinco pastores se desligaram do ministério por não compactuarem com esse tipo de comportamento”.

No mesmo relato, o reverendo acrescenta que o caso chegou a envolver “uma moça menor de idade”. Ainda segundo líderes consultados, pastores que tentaram questionar a conduta do presidente teriam sido taxados de “rebeldes” e submetidos a humilhações durante reuniões internas, o que teria provocado debandada de membros e instabilidade ministerial. Esposas de lideranças também teriam sido envolvidas em tentativas de abafar denúncias para evitar escândalo público. 

As revelações ocorrem em um momento sensível para a CIMADB, entidade liderada pelo pastor Samuel Câmara, que recentemente enfrentou forte desgaste após aprovação do aluguel do Centro de Convenções Centenário da Assembleia de Deus, em Belém, para utilização na COP30, decisão que gerou protestos entre fiéis evangélicos que consideraram a medida incompatível com os princípios da igreja.

Procurado, o pastor Júnior Romão, que estaria em Orlando, na Flórida, não retornou nossas ligações.  Até a conclusão desta matéria, a Igreja Mãe não havia divulgado nota oficial sobre o caso. O espaço em O Antagônico segue aberto.

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