Santa Luzia do Pará. O Jovem. O Açaí Envenenado. A Ocultação do Cadáver no Lixão. O Servidor da Prefeitura e os 32 Anos de Prisão


 

Na última quarta-feira (21), a justiça acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) e condenou Gilvando de Sousa Bessa pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e destruição de documento público. A pena aplicada foi de 32 anos e 5 meses de reclusão, em julgamento realizado na Comarca de Santa Luzia do Pará.

O homicídio ocorreu no dia 4 de fevereiro de 2025 e vitimou Gerlan de Sousa Silva, um jovem de 19 anos. A motivação do crime foi a recusa da vítima em manter um relacionamento amoroso com o réu. De acordo com a promotora de Justiça Rafaela Valentim Aragão, Gilvando Bessa, que era servidor da Secretaria de Obras da prefeitura de Santa Luzia, se aproveitou da relação de confiança existente e ofereceu à vítima açaí envenenado. Após a morte do rapaz, ocorrida em sua própria residência, o corpo foi ocultado, sendo enterrado no lixão do município.

Para tentar escapar da responsabilização penal, o réu, que mantinha vínculo de amizade com a família da vítima, utilizou o aparelho celular do jovem para enviar mensagens à mãe, afirmando que ele estaria se deslocando para Belém. As mensagens, no entanto, continham erros que levantaram desconfiança, levando a família a procurar a Polícia. Durante a apuração dos fatos, restou comprovado que o réu destruiu o celular e os documentos pessoais da vítima, numa tentativa de apagar vestígios e dificultar a elucidação do crime. 

Durante o júri, o Conselho de Sentença reconheceu as qualificadoras do homicídio, praticado por motivo torpe, mediante emprego de veneno e com o uso de meio que impossibilitou qualquer chance de defesa da vítima. A atuação do MP foi fundamental para a solução do caso. A condenação reafirma o compromisso do Ministério Público do Estado do Pará com a defesa da vida, o combate à violência e a busca por justiça.

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