Moradores de Curralinho, no Arquipélago do Marajó, realizaram um protesto na manhã de sábado (21), no momento em que uma empresa prestadora de serviço da concessionária de energia elétrica Equatorial Pará chegava à cidade. Com placas nas mãos, dezenas de pessoas se posicionaram em frente à balsa para impedir o desembarque da equipe, que realizaria trabalhos de manutenção, substituição de equipamentos e, possivelmente, ações de combate a ligações clandestinas, conhecidas como “gato”. A Polícia Militar foi acionada para acompanhar a situação.
“A Equatorial não vai descer em Curralinho, porque aqui o povo é unido, é organizado. E não vêm só para multar o povo. Fora Equatorial, vão embora daqui, porque não vai descer ninguém”, afirmou uma das manifestantes.
Por meio de nota, a Equatorial Pará informou que tomou conhecimento da manifestação realizada neste sábado (21), no município de Curralinho, e esclareceu que a cidade recebe investimentos contínuos na rede elétrica, com manutenção preventiva, substituição de equipamentos e reforço da infraestrutura do sistema. A empresa destacou ainda que, além das características do sistema elétrico local, a presença de ligações clandestinas e intervenções irregulares impacta diretamente o fornecimento de energia, provocando sobrecargas, oscilações e interrupções, além de representar riscos à segurança da população.
Segundo a distribuidora, também são realizadas ações de regularização para minimizar esses problemas. A Equatorial Pará afirmou que respeita o direito legítimo de manifestação da população e reforçou que mantém diálogo permanente com as comunidades atendidas, buscando soluções técnicas responsáveis e sustentáveis. A empresa também se colocou à disposição da comunidade e das autoridades locais para prestar esclarecimentos, reafirmando o compromisso com a oferta de um serviço cada vez mais seguro e de qualidade. Mesmo com o protesto, as equipes conseguiram desembarcar.
Comentários
Postar um comentário