A Universidade Federal do Amapá (Unifap) desenvolveu um medicamento à base de jucá, planta amazônica conhecida cientificamente como Libidibia ferrea, para tratar o pé diabético, complicação do diabetes que provoca feridas e infecções nos pés, causadas por problemas de circulação e perda de sensibilidade. Sem tratamento, pode evoluir para gangrena e levar à amputação.
A expectativa é que o produto seja aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e passe a ser oferecido no Sistema Único de Saúde (SUS) como alternativa mais barata e eficaz.
O jucá é comum nos quintais da região amazônica e já era usado há gerações por moradores como cicatrizante natural. Essa tradição inspirou os pesquisadores da Unifap a transformar o conhecimento popular em ciência. O professor José Carlos Tavares, coordenador do laboratório de fármacos da universidade, lembra que desde criança via familiares utilizando a planta.
"Nós temos aqui muitos ativos da biodiversidade amazônica que estamos explorando [...] Tudo começa pelo conhecimento tradicional. Eu cresci vendo na minha família, a minha mãe utilizar o Jucá para tratamento de feridas", relembrou.
Entre as propriedades do jucá estão ação anti-inflamatória, antimicrobiana e regenerativa, características que ajudam na cicatrização de feridas. A pesquisa mostrou que o Jucá aumenta o fluxo de sangue na área ferida, o que ajuda irrigar a região e acelerar o processo de cura.
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