O Sudeste do Pará. As Plantações. O Veneno. Os Aviões. Os Drones. Os Produtores e o Pedido de Socorro


 

Os pequenos produtores rurais de Paragominas, Ulianópolis, Dom Eliseu, Rondon do Pará, Abel Figueiredo e Bom Jesus do Tocantins não sabem mais o que fazer, e nem a quem recorrer, sobre o uso de veneno através aviões e drones nas plantações. Estima-se que hoje operam nesses municípios uma média de 400 drones agrícolas e 30 aviões. As aplicações são realizadas nas lavouras e áreas de pastagens, criando muitas vezes transtornos aos pequenos produtores vizinhos e a agricultura familiar da região.

Os produtores prejudicados procuram as Secretarias Municipais de Meio Ambiente nos municípios denunciando e procurando auxílio, mas tem esbarrado na influência dos fazendeiros, que barra qualquer investigação.  No Brasil, há mais de 15 mil casos de intoxicação por agrotóxicos notificados nos últimos anos, com 439 mortes. Há também muitos casos de mortes de animais causadas pela pulverização.

O fim da aplicação de agrotóxicos por meio de aeronaves, também conhecida como pulverização aérea, está em discussão em dez estados do país.  Os projetos de lei (PLs) tramitam nas assembleias legislativas de unidades da federação que respondem por grande parte da produção agropecuária e por um elevado consumo de agrotóxicos do país, como Pará, Mato Grosso e São Paulo.

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