A Gabrielle Monteiro Furtado. A Falsificação de Atestado. O Indiciamento. O Michel Batista. A Revogação das Medidas Protetivas


 

A justiça do Pará arquivou os inquéritos abertos contra o presidente da OAB Ananindeua, Michel Santos Batista. O que começou como um caso de suposta violência psicológica terminou com o desmonte de narrativa. O advogado era acusado de praticar violência psicológica contra a advogada Gabrielle Monteiro Furtado. Ao analisar o caso, o Ministério Público entendeu que não houve violência psicológica ou ameaça, não havendo justa causa para o oferecimento de denúncia.  

Testemunhas afirmaram que as divergências envolviam questões administrativas e políticas internas, afastando a incidência da Lei Maria da Penha. Com efeito, a justiça suspendeu todas as medidas protetivas impostas contra Michel Batista, extinguindo o processo.

Reviravolta- No decorrer das investigações a advogada Gabrielle Monteiro foi indiciada pela polícia civil pelo crime de uso de documento falso. O documento em questão é um atestado médico que teria sido utilizado para comprovar um suposto abalo psicológico. Chamado nos autos, o Hospital Gaspar Vianna informou que não há qualquer registro de atendimento da advogada na data constante do atestado. O próprio médico que teria assinado o atestado foi ouvido na polícia civil e afirmou que a rubrica. não era dele.

E mais: o médico nunca viu a advogada e sequer estava de plantão no hospital na data apontada no atestado. Mais grave é que o atestado falso foi apresentado na própria OAB como justificativa institucional, sustentando a alegação de fragilidade emocional decorrente da suposta violência psicológica. 

O Antagônico aguarda posicionamento da OAB do Pará. Em respeito ao contraditório, deixamos aberto o espaço para, caso queira, a advogada Gabrielle Monteiro se manifeste.

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