A Câmara Municipal de Macapá aprovou nesta quinta-feira (12) a criação de uma comissão processante para investigar o vice-prefeito Mário Neto (Podemos). O processo pode levar à cassação do mandato. A decisão teve 14 votos favoráveis e 6 contrários. A denúncia foi apresentada pela servidora pública Cleiziane Miranda da Silva, que aponta suspeita de corrupção na prefeitura (veja lista de votantes abaixo).
O documento foi protocolado na segunda-feira (9), cinco dias após a Operação Paroxismo, da Polícia Federal, que afastou o então prefeito Dr. Furlan e o vice . A denúncia também cita a gestão da Macapá Previdência (MacapáPrev). Segundo o documento, o saldo financeiro teria caído de R$ 181,8 milhões em janeiro de 2023 para cerca de R$ 105 milhões em julho de 2024.
O texto menciona retiradas consideradas atípicas, possível desequilíbrio atuarial e inconsistências entre registros contábeis e extratos bancários. A votação ocorreu na mesma sessão que aprovou o projeto de lei que cria o Gabinete de Emergência Administrativo e Financeiro da Prefeitura de Macapá. A proposta foi apresentada pelo prefeito interino Pedro DaLua e recebeu 13 votos favoráveis e seis contrários. Dr. Furlan e Mário Neto são investigados pela PF por suspeita de fraude em licitação das obras do Hospital Geral Municipal de Macapá, orçadas em cerca de R$ 70 milhões.
Um dia após o afastamento determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Furlan renunciou ao cargo, alegando que iria se dedicar a pré-campanha ao governo do Estado, anunciada no mesmo dia da operação. Com a renúncia, o então presidente da Câmara, Pedro DaLua (União), assumiu a prefeitura. Veja abaixo o resultado da votação na Câmara:
A favor (14): Margleide Alfaia (PDT), Reginaldo Faraó (União), Alessandro Monteiro (PDT), Patrick Monte (MDB), Ruzivan (Republicanos), Cláudio Góes (Solidariedade), Japão Baia (Solidariedade), Luany Favacho (MDB), Zé Luiz (PT), Banha Lobato (União), Daniel Theodoro (Psol), Joselyo É Mais Saúde (PP), Pastora Léia Pelaes (PDT) e Paulo Nery (PSD).
Contra (6): Alexandre Azevedo (Podemos), Carlos Murilo (Podemos), Elenice (Podemos), Ezequias Silva (PSD), Bruno Igreja (MDB) e João Mendonça (PL).
Ausentes: Marcelo Dias (PRD), Luana Serrão (União) e Maraina Martins (Rede).
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