O Amapá. O Fórum. A Mulher. O Ex Marido. O Assassinato e a Prisão


 

O Ministério Público do Amapá (MP-AP) acompanha o caso que resultou na morte de Juciele de Souza Morais, ocorrido na semana passada, acreditem os leitores, nas proximidades do Fórum de Santana. A vítima foi atacada em via pública, ao lado do Fórum da Comarca, antes de participar de uma audiência judicial. 

A audiência não chegou a ser realizada. Assim que tomou conhecimento do fato, a Promotoria de Defesa da Mulher de Santana iniciou a adoção das medidas cabíveis para acompanhar o caso. Segundo o promotor de justiça Hélio Furtado, que auxilia a Promotoria da Mulher, a motivação do crime está relacionada à inconformidade do suspeito com o término do relacionamento. 

“A motivação, ao que tudo indica, foi o fato de o autor ser ex-companheiro da vítima e não aceitar o fim do relacionamento. Eles estavam separados há cerca de três meses. Essas informações foram confirmadas pela delegada Katiuscia Silva Pinheiro. Estamos acompanhando o caso e já solicitamos à delegacia a juntada das imagens captadas pelo sistema de monitoramento do Fórum de Santana”, destacou.

Em nota, o Tribunal de Justiça do Amapá manifestou indignação com a tragédia. Leia abaixo:

O Tribunal de Justiça do Estado do Amapá (TJAP) manifesta seu mais profundo pesar e veemente indignação diante da tragédia ocorrida nesta quarta-feira (18), que resultou na morte brutal de JUCIELE DE SOUZA MORAIS, na cidade de Santana.

O Gabinete Militar do TJAP, responsável pela segurança da instituição, informa que a vítima foi atacada em via pública, ao lado do Fórum Santanense. Ela participaria de uma audiência judicial, agendada para às 9h desta quarta-feira (18), em uma ação de reintegração de posse. A audiência não chegou a acontecer. O ex-companheiro, ELQUIAS DA SILVA LIMA, abordou a vítima antes de ela acessar o Fórum da Comarca de Santana.

O TJAP esclarece que o agressor não adentrou as dependências do Fórum de Santana nem passou pela guarnição de segurança na recepção, onde são obrigatórias a identificação e a revista por meio de raio-x, que integram o protocolo de segurança da Justiça do Amapá.

Após esfaquear a ex-companheira, o agressor foi preso em flagrante pelos militares que atuam no Fórum de Santana.

Diante desse fato devastador, o TJAP repudia, de forma intransigente, qualquer ato de violência que atente contra a vida e a dignidade da mulher. Este crime é uma afronta não apenas à família da vítima, mas a toda a sociedade e às instituições de justiça.

Macapá, 18 de março de 2026

Tribunal de Justiça do Amapá

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