O Paysandu. A Superioridade. A Taça de Campeão. O Remo e o Aprendizado


 

Hegemonia na humildade e no suor. O Paysandu chegou a ver em dúvida a classificação à segunda fase, mas engrenou justamente na pressão. A descrença da própria torcida e a determinação em fechar o campeonato com o título forjaram um time guerreiro e organizado. Conquista muito merecida, com um investimento modesto que não passou de 20% da gastança do Remo. 

O artilheiro, o craque e a revelação, todos bicolores. Italo foi o artilheiro do Parazão com seis gols (dois em Re-Pa). Marcinho, o craque da competição. Jogador intenso, que ditou o ritmo do time. Pedro Henrique, 19 anos, a principal revelação. Jogador muito valente na marcação e consciente na construção. Vai fazer bela carreira.

Campeão na contramão. Esse Paysandu vitorioso está andando certo por circunstâncias tortas. Por absoluto aperto financeiro, optou por um time modesto e ofereceu um planejamento com o devido tempo de preparação, comissão técnica bem qualificada e uma mentalidade de superação. O executivo Marcelo Sant'Ana tem larga parcela nessa conquista.

Lições e reengenharia. O Remo tomou choque de realidade no Parazão, para sair das fantasias da superioridade e se ajustar para a missão maior, na Série A, agora sob comando de Léo Condé. No Campeonato Brasileiro os azulinos não têm espaço para a ideia de superioridade. Quinta-feira, por exemplo, o cartaz será todo do Fluminense, no duelo de vices estaduais, no Mangueirão.

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