O TCE. O TJ do Pará. A Bruna Chaves. A Silaine Karine. O Nepotismo Cruzado. A Denúncia. A Rosa Egidia. A Queda e o Coice


 

Seria cômico, e imoral, se não fosse trágico!! Olha só essa história. Depois de receber uma grave denúncia, ao invés de abrir procedimento a ouvidora do Tribunal de Contas do Estado do Pará, a conselheira Rosa Egidia Crispino Calheiros prefere questionar quem disse e não o que foi dito. Estamos falando da gravíssima denúncia de nepotismo cruzado entre o Tribunal de Justiça do Estado do Pará e o TCE. Com a palavra o Ministério Público. Leia abaixo a denúncia encaminhada à ouvidoria e a graciosa e vexatória resposta de Rosa Egídia:

Denúncia

Trazemos ao conhecimento do TCE/PA que a Sra. Silaine Karine Vendramin, em conluio com a Sra. Bruna Chaves, está promovendo a fabricação de processos seletivos para justificar as nomeações do Sr. Tiago Madson para cargo no TJ/PA e do Sr. Marcelo Chaves Filho no âmbito do MPC/PA.

Estão reunindo currículos e fraudando avaliações para tentar simular uma concorrência como forma de justificar o injustificável. Além da improbidade administrativa, as envolvidas, gozando do mais absoluto sentimento de impunidade, estão avançando para a seara criminal, fraudando documentos de caráter e interesse públicos.

Todos que trabalham no setor, onde está lotado o Sr. Tiago, no TJ/PA, têm conhecimento de que não houve concorrência ou qualquer critério técnico para a seleção. Inclusive, como foi noticiado pela mídia, o favorecido mudou de cargo poucos dias após a nomeação, subindo da referência CJS3 para CJS4, com a intenção evidente de equiparar os ganhos aos que o filho da Sra. Bruna Chaves iria auferir junto ao MPC.

Ademais, registre-se que o Sr. Tiago Madson foi inicialmente nomeado para cargo no setor de arrecadação do TJ/PA e, em pouco menos de uma semana, ascendeu ao cargo de Assessor Jurídico da Secretaria de Planejamento - cargo que possui requisitos diversos para o exercício. Se o suposto processo seletivo foi realizado visando ao preenchimento de determinado cargo, não havia razão para que o favorecido ascendesse, em menos de uma semana, a cargo superior.

O TCE/PA precia dar uma resposta à população e, no âmbito das suas atribuições, punir a corrigir essa irregularidade. A sociedade paraense não vai permitir que essa imoralidade seja abafada. Uma cópia desta denúncia está sendo encaminhada ao MPC, TJPA e CNJ.

Assim, solicitamos que este Tribunal de Contas, na qualidade de supremo guardião do patrimônio e moralidade públicos, avalie minuciosamente eventuais justificativas apresentadas pela Sra. Silaine Vendramin no sentido da existência de processo seletivo para a escolha do Sr. Marcelo Chaves Filho para o cargo de Assessor de Procuradoria.

Resposta da Ouvidoria do TCE

Senhor Cidadãos Indignados,

 Por solicitação da unidade responsável, nos termos do art. 10 da Lei nº 12.527/2011 – LAI, como forma de prevenção à fraude e diminuição do risco da utilização dos dados pessoais dos titulares por terceiros, pede-se o encaminhamento, até o dia 26/2/2026,  da comprovação de endereço postal (comprovante de residência válido e atualizado, água, luz ou telefone), bem como de uma foto selfie e de documento de identidade, CPF e/ou CNH oficiais (de boa qualidade), cujo uso conjunto permitirá a aplicação da técnica de autenticação multifatorial de identidade, conforme as melhores práticas adotadas pela Administração Pública em casos semelhantes.

 Atenciosamente,

Rosa Egídia Crispino Calheiros Lopes

Conselheira Ouvidora do TCE-PA

Comentários