São Geraldo do Araguaia. O Fiscal da Adepará. Os Tiros. A Execução na Porta da Academia


Ainda está muito, muito mal explicado o assassinato do fiscal da Adepará, Fábio Alan Queiroz, executado a tiros no início da manhã de sexta-feira (13), em frente a uma academia no município de São Geraldo do Araguaia, no sudeste do estado. O crime foi registrado por câmeras de segurança. Fábio Alan, que era engenheiro agrônomo e atuava na unidade da Adepará no município, havia acabado de chegar ao local onde se exercitava costumeiramente. Ele estava acompanhado da esposa e havia acabado de chegar de moto ao estabelecimento, localizado na rua Andorinhas.

Imagens de câmeras de segurança mostram quando a vítima e a esposa chegam ao estabelecimento. Ele para na calçada e estaciona a moto. No momento em que ele manobrava a moto, o atirador se aproximou correndo e efetuou diversos disparos na  cabeça da vítima. Pelo menos cinco tiros foram efetuados à queima-roupa. Assustada, a esposa correu para dentro da academia. Após o ataque, o autor fugiu do local. Há suspeita de que o suspeito tenha contado com o apoio de um comparsa que o aguardava em uma motocicleta.

Fábio Alan era servidor de carreira da Adepará e considerado pessoa de confiança do diretor-geral do órgão, Jamir Macedo. Até o momento, não há informações confirmadas sobre possíveis ameaças contra o fiscal. Em razão da função, ele atuava em operações de fiscalização e apreensão de produtos considerados impróprios para comercialização. Em nota divulgada nas redes sociais, o Sindicato dos Produtores Rurais de Marabá e a Associação dos Produtores Rurais de Marabá manifestaram profundo pesar diante do assassinato de Fábio Alan Queiroz.

“Profissional respeitado e dedicado ao setor agropecuário, Fábio Alan construiu ao longo de sua trajetória uma história de compromisso com o fortalecimento da produção rural, com a sanidade animal e vegetal e com o desenvolvimento do campo em nossa região. Sua atuação sempre foi marcada pela seriedade, competência e pelo diálogo com produtores e instituições. Neste momento de dor, nos solidarizamos com seus familiares, amigos, colegas de trabalho e toda a equipe da Adepará, que perde um profissional valoroso e um servidor comprometido com o interesse público”, iniciaram.

“Ao mesmo tempo, manifestamos nosso veemente repúdio a esse ato de violência, que tira de forma brutal a vida de um trabalhador que contribuía diariamente para o desenvolvimento do agronegócio em nossa região. Esperamos que as autoridades competentes realizem uma investigação rigorosa e célere, para que os responsáveis sejam identificados e punidos conforme a lei. Que Deus conforte o coração de todos os familiares e amigos neste momento de profunda tristeza”, disse a nota.                      A polícia segue investigando e em breve muita coisa virá à tona, envolvendo peixes grandes, de dentro e fora de São Geraldo. Assista os vídeos abaixo:

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