O Amazonas. A Polícia Civil. A Operação Tormenta. A Agiotagem. A Extorsão. O Tenente da Aeronáutica e a Prisão
"Ele liderava um dos grupos de agiotagem existente aqui em Manaus e tinha vínculos com os demais grupos de agiotas que foram também desarticulados durante a primeira fase da Operação Tormenta", explicou o delegado Cícero Túlio, titular do 1° DIP, que conduz as investigações.
A ação foi realizada por policiais do 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e é um desdobramento da primeira fase da operação, realizada em fevereiro deste ano, quando seis pessoas foram presas em Manaus, entre elas, o homem apontado como chefe do esquema e dono de um banco usado como fachada para lavagem de dinheiro. O tenente Caíque Assunção foi preso em um condomínio de luxo no bairro Ponta Negra, na Zona Oeste de Manaus. Com ele, foram apreendidos arma de fogo, munições, documentos, equipamentos eletrônicos e um veículo. Segundo a polícia, ele comandava um dos núcleos do grupo, que teria movimentado mais de R$ 150 milhões com as atividades criminosas.
Além do militar, foram presos: Ronan Benevides Freire Massulo, Alexsandro Carneiro Capote, Carlos Augusto da Silva Freitas e Dionas Pereira de Souza. O g1 tenta localizar a defesa dos suspeitos. Em nota, a Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), informou que acompanha o caso e colabora com as investigações policiais. A instituição ressalta, ainda, que não compactua com a prática de quaisquer crimes.
Os investigados podem responder por crimes como associação criminosa, agiotagem, extorsão, roubo majorado, falsidade ideológica, porte ilegal de arma de fogo e lavagem de dinheiro. Segundo as investigações, iniciadas em janeiro deste ano, o grupo era formado por núcleos de agiotas que atuavam de forma integrada. Eles ofereciam empréstimos clandestinos com juros abusivos, que podiam aumentar as dívidas em mais de 50% ao mês.
"São diversos grupos de agiotas que interligados entre eles realizavam cobranças de juros execessivos e as extorsões, inclusive a realização de roubos", disse o titular do 1° DIP.
De acordo com a polícia, após conceder os empréstimos, os criminosos passavam a pressionar as vítimas com ameaças e cobranças constantes. Quando encontravam dificuldade para receber os valores, repassavam a dívida para outros grupos ligados ao esquema, fazendo a dívida crescer ainda mais e mantendo o ciclo de extorsão.
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