Não está sendo visto com bons olhos a nomeação de Fernando Mário Marroquim Júnior para a presidência da Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Pará, Prodepa. Muito pelo contrário. É que Mário e seu irmão estão envolvidos diretamente em polêmicos processos judiciais no Pará, tanto na justiça comum como a trabalhista. Em 2019, a 5ª Vara do Trabalho de Belém condenou a Marroquim Engenharia, do ramo da construção civil, ao pagamento de R$ 4 milhões em danos morais coletivos por utilizar sistema que sonegava direitos trabalhistas.
Ainda em 2019, pelos mesmos motivos, os desembargadores da Seção de Direito Penal do Tribunal de Justiça do Pará, negaram o pedido de Mário Marroquim do Nascimento Neto, e mantiveram a medida cautelar determinada pelo Juízo da 1ª Vara de Inquéritos Policiais de Belém, consistente na retenção de seu passaporte e na proibição de ausentar-se do país. Mário Marroquim, que é empresário, respondia a seis inquéritos policiais por prática de crimes de estelionato, de associação criminosa e contra a economia popular.
De acordo com o Habeas Corpus, relatado pelo desembargador Mairton Marques Carneiro, a autoridade policial que representou contra o investigado ressaltou que o grupo econômico da empresa Marroquim Engenharia, de Alagoas, teria se expandido para o Pará, em 2007, e teria induzido a erro seus consumidores, obtendo ganhos patrimoniais e escusando-se de responsabilidade cíveis, trabalhistas e previdenciárias.
Destaca-se ainda na representação, que os empreendimentos não teriam sido incorporados e não teriam registro, o que poderia configurar a má-fé do investigado, apontando-se, inclusive, que uma das unidades habitacionais (empreendimento Spazzio Lavore) teria sido negociado sem que tivesse sido adquirido o terreno, tendo-se apenas a posse mediante contrato de aluguel.
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