A Policial Militar. O Atropelamento. A Morte da Vendedora. A Moto Arrastada por 8 Km. A Promoção a Cabo
A policial militar Mariana Evangelista Albuquerque, investigada por matar a vendedora Andrea Encarnação da Silva, de 42 anos, em um acidente de trânsito em Boa Vista, foi promovida de soldado a cabo. A cerimônia de promoção dela ocorreu na noite desta quarta-feira (20), em evento promovido pelo governo. A policial atingiu a motocicleta onde Andrea estava com o marido, na RR-205, em dezembro de 2024.
Após a batida, a moto foi arrastada por cerca de 8 quilômetros pelo carro conduzido pela PM, segundo a investigação. A suspeita fugiu sem prestar socorro. Em nota, a PM informou a promoção de Mariana "ocorreu em conformidade com os critérios previstos na legislação vigente, que consideram requisitos objetivos estabelecidos para a ascensão funcional."
Acordo - No último dia 14 de maio, Mariana fez um acordo com a Justiça para que não fosse processada criminalmente pelo acidente. Na audiência, a investigada admitiu, de forma voluntária, ter cometido as infrações atribuídas a ela.
"A investigada confessou, de forma voluntária e espontânea a prática do delito que lhe foi imputada a conduta bem como aceitou, na íntegra, os termos do acordo de não persecução penal", cita trecho do acordo homologado pelo juiz da 1ª Vara Criminal, Cleber Gonçalves Filho.
No acordo, a policial se comprometeu a prestar serviços comunitários por 1 ano e 8 meses, além de manter endereço e telefone atualizados e comunicar à Justiça qualquer mudança dessas informações. No inquérito que investigou Mariana, ela foi indiciada por homicídio culposo no trânsito, quando não há intenção de matar, pela Polícia Civil. A investigação foi concluída em 16 de outubro de 2024.
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