Em resposta à matéria publicada no dia 18 de maio, sob o título “Marituba. A Paula Barbosa. A Venda dos Lotes. Os 10 Clientes Lesados. A Denúncia na DIOE”, a corretora Paula Barbosa enviou nota de esclarecimento à nossa reportagem. Na nota, a corretora nega todas as acusações a ela imputadas, frisando que não fugiu em momento algum, sendo que seu escritório, segundo Paula, foi alvo de atentado a tiros. Leia abaixo a nota na íntegra:
NOTA DE ESCLARECIMENTO
A defesa de Paula Tina Pereira Barbosa vem a público esclarecer que as denúncias enviadas a imprensa são incompatíveis com a complexidade real dos fatos investigados, numa clara tentativa de transformar uma profissional do mercado imobiliário em “bode expiatório” de problemas estruturais e contratuais muito mais amplos. Paula atuou por mais de 11 anos no mercado imobiliário, exercendo atividades de intermediação, captação e comercialização de empreendimentos vinculados à FGR Urbanismo, sempre de forma pública, conhecida e alinhada às diretrizes comerciais da própria incorporadora.
Os conflitos surgiram após sucessivos atrasos, entraves contratuais, falhas em regularizações, dificuldades relacionadas a financiamentos e problemas operacionais envolvendo empreendimentos ligados à construtora, situações que impactaram diretamente consumidores, parceiros comerciais e intermediadores.
Entretanto, apesar da existência de múltiplos agentes econômicos e empresariais envolvidos em toda cadeia negocial, tenta-se direcionar artificialmente toda responsabilidade exclusivamente à corretora e à imobiliária, ignorando deliberadamente o papel da incorporadora nas decisões, estratégias comerciais, liberações contratuais e condução dos empreendimentos.
Também é absolutamente falsa a narrativa de “fuga”. O afastamento geográfico ocorreu após um grave episódio de violência, incluindo uma tentativa de homicídio com disparo de arma calibre 12 contra seu escritório, fato que permanece sob apuração pelas autoridades competentes.
O deslocamento para Goiânia ocorreu por razões estratégicas e jurídicas, inclusive pelo fato de tratar-se da cidade diretamente ligada à origem empresarial da construtora envolvida, além de já existirem registros, denúncias e conhecimento prévio do Ministério Público de Goiás acerca de questionamentos envolvendo a atuação empresarial relacionada aos fatos hoje investigados.
Durante todo o período de crise, Paula afirma ter reunido provas, documentos, contratos, registros de comunicação e denúncias encaminhadas aos órgãos competentes, buscando não apenas sua defesa, mas também o esclarecimento integral das responsabilidades de todos os envolvidos.
Importante destacar que os procedimentos instaurados junto ao CRECI-PA foram integralmente respondidos através de defesa técnica acompanhada de documentação comprobatória, culminando no arquivamento administrativo das acusações apresentadas.
Até o presente momento, não existe condenação criminal , mandado de prisão, suspensão profissional ou qualquer impedimento legal contra Paula Tina Pereira Barbosa, que permanece regularmente habilitada ao exercício da profissão de corretora de imóveis. A tentativa de construção de uma narrativa pública unilateral, ignorando possíveis responsabilidades empresariais da incorporadora FGR Urbanismo e de demais agentes envolvidos, será enfrentada juridicamente nas esferas competentes.
A defesa reafirma confiança na Justiça, no devido processo legal e na completa apuração dos fatos, incluindo eventual responsabilização civil, empresarial e contratual daqueles que efetivamente contribuíram para os prejuízos hoje discutidos.
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