O Amapá. O INSS. A Falsa Prova de Vida. A Fraude e os 18 Indiciados


 

Dezoito pessoas foram indiciadas nesta quinta-feira (14) suspeitas de envolvimento em um esquema de fraude da falsa prova de vida do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão à Fraude Eletrônica (DRFE) no Amapá, resultou no bloqueio de mais de R$ 1,2 milhão em bens de suspeitos e empresas ligadas ao grupo. Segundo a Polícia Civil, os indiciados responderão por fraude eletrônica, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As penas podem variar de 10 a 26 anos de prisão. 

O esquema usava chamadas de vídeo pelo WhatsApp para enganar beneficiários do INSS. Os golpistas se passavam por atendentes da autarquia e diziam que era necessário realizar a prova de vida para não perder o benefício. Ao seguir as orientações, as vítimas acabavam transferindo valores sem perceber. A investigação identificou que a quadrilha tinha base no interior de São Paulo e atuava em vários estados. Empresas eram usadas para lavar o dinheiro obtido com os golpes. 

Depois de identificar como a quadrilha atuava, a DRFE bloqueou R$ 1.296.948,04 em bens de 18 investigados e quatro empresas ligadas ao esquema. A Polícia Civil reforça que o INSS não entra em contato por telefone ou mensagem para realizar prova de vida. O órgão também não solicita dados pessoais, senhas ou transferências financeiras. Atualmente, o procedimento é feito de forma automática, por meio de cruzamento de dados. Em casos excepcionais, o beneficiário pode ser notificado a realizar a prova de vida manualmente pelo aplicativo Meu INSS.

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