Dois policiais militares do Amazonas, cujas identidades não foram reveladas, foram presos nesta quarta-feira (20), em Santa Catarina, durante a operação "Covill de Mamon". A ação policial foi deflagrada pela Polícia Civil do Amazonas e mirava duas organizações criminosas em Manaus. A informação foi confirmada pelo delegado Fernando Bezerra. Ao todo, 20 pessoas foram presas no Amazonas, Santa Catarina, Paraíba e Roraima. Os militares, segundo as investigações, integram o núcleo financeiro de um dos esquemas. Os grupos são investigados por extorsão, agiotagem, homicídios, tortura, sequestro, cárcere privado e lavagem de dinheiro.
"A investigação alcança tanto os atos criminosos originais quanto destino desses valores. Então a gente consegue demonstrar que a partir dos recursos que foram obtidos nas atividades criminosas, eles empreendem ocultação patrimonial para fins de lavagem de dinheiro", disse o delegado.
As investigações apontam que os grupos criminosos operavam um esquema de empréstimos e juros exorbitantes, no qual o não pagamento nas datas estipuladas resultava em um sistema organizado de cobranças violentas.
“É importante lembrar que não se trata de simples empréstimos. São, na realidade, casos de empréstimos a juros abusivos, extorsivos. Temos casos de R$ 150 emprestados que se tornaram R$ 45 mil de dívida. Temos casos que a dívida progrediu em uma progressão que não se justifica para mais de R$ 400 mil”, relatou o delegado Fernando Bezerra.
Os presos foram encaminhados para a sede da Delegacia Geral da PC-AM, localizada no bairro Dom Pedro, na Zona Centro-Oeste da capital. Conforme o diretor de comunicação da PMAM, major Andrey Oliveira, os policiais militares presos já respondiam a processo criminal e estavam suspensos das atividades policiais.
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