O MP do Pará. A Guarda do Gabinete Militar. As Mulheres. As Denúncias de Perseguições e Constrangimento


 

O Antagônico recebeu e publica abaixo graves denúncias enviadas via mensagem de WhatsApp, envolvendo o serviço de guarda do gabinete militar do Ministério Público do Pará. As denúncias apontam para perseguições, constrangimentos e constantes episódios de assédio moral que estariam sendo praticados pelo coronel Gomes, com apoio da sargento Ingrid e integrantes da equipe de escala. Em respeito ao contraditório, deixamos aberto o espaço para, caso queiram, os oficiais citados se manifestem. Leia abaixo o teor das denúncias:

"O Ministério Público do Estado do Pará, instituição que tanto preza pela defesa dos direitos das mulheres, aparenta não enxergar — ou prefere ignorar — situações graves que ocorrem dentro de sua própria estrutura. Mulheres que exercem serviço de guarda no Gabinete Militar enfrentam diariamente perseguições, constrangimentos e constantes episódios de assédio moral praticados pelo Coronel Gomes, com apoio da Sargento Ingrid e integrantes da equipe de escala.


As condições de trabalho impostas às militares femininas são humilhantes e incompatíveis com qualquer ambiente minimamente digno e respeitoso. Mulheres dividem um único banheiro com diversos homens, muitas vezes tendo que utilizar assentos sanitários sujos de urina por falta de higiene de terceiros. Além disso, são obrigadas a trocar de roupa no mesmo alojamento utilizado pelos homens, já que existe apenas um alojamento unissex.


O mais revoltante é saber que, anos atrás, o Dr. Santino sugeriu a construção de um alojamento maior e de um espaço exclusivo para as mulheres. Contudo, segundo relatos, o Coronel Gomes afirmou que “não havia necessidade”, pois “eram todos militares” e “tinham que se virar”. Não bastassem as condições degradantes, as mulheres ainda são constantemente perseguidas nas escalas de serviço, sendo colocadas propositalmente nos piores postos. Quando tentam reclamar ou apenas solicitar troca de posto, recebem tratamento hostil, palavras ofensivas e constrangimentos morais, quase sempre finalizados com a frase: “Se não estiver gostando, é só pedir para sair daqui.”


É inadmissível que, justamente em um órgão responsável por fiscalizar e defender direitos fundamentais, mulheres sejam submetidas a situações de humilhação, desigualdade e abuso de autoridade. O silêncio diante dessas práticas apenas fortalece a impunidade e perpetua um ambiente tóxico, desumano e incompatível com os princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana, igualdade e respeito às mulheres. As militares merecem respeito, dignidade e condições adequadas de trabalho e esse coronel Gomes tem que ser exonerado do cargo para que haja reconhecimento da defesa da mulher dentro do órgão que tanto preza pela causa!"

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