A postura da presidência do TJE do Pará de fechar as portas aos apelos de servidores azedou mais ainda o já conturbado relacionamento entre a corte e o funcionalismo. E só piorou com o recolhimento e apreensão de faixas de protestos colocados em frente ao prédio do TJ. A categoria considera um desrespeito o uso da Rotam para isolar o prédio.
A insatisfação da categoria ganhou força após a aprovação, sem nenhum diálogo, de um reajuste com ganho real de apenas 0,61%, índice rejeitado por unanimidade na assembleia realizada pelo Sindju após a ocupação do prédio. Uma das questões levantadas pelo sindicato é plantão judicial, que deveria ser de 6 horas, porém o horário ultrapassa esse limite e os servidores não são remunerados com horas extras.
“Com o processo eletrônico, as delegacias enviam flagrantes e casos de violência doméstica a madrugada inteira e durante todo o domingo. Isso obriga os servidores a continuarem trabalhando em casa, sem descanso, de sexta a segunda.”
Disse um manifestante frisando que, para piorar, quem fica de sobreaviso no interior cumpre a escala de graça, sem nenhuma remuneração do tribunal. Diante do solene silêncio, a categoria aprovou a manutenção das paralizações dos dias 27 de maio e 02 de junho, além da ampliação das denúncias ao CNJ.
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