O Zeca Pagodinho. A Imagem de São Jorge. A Umbanda e o Catolicismo




Zeca Pagodinho define-se como uma pessoa religiosa. Já afirmou publicamente que sua religião é espírita e que foi criado frequentando terreiros de Umbanda. Neto de uma rezadeira e criado numa família católica romana, Pagodinho frequentemente cita sua crença pessoal como um sincretismo entre a Umbanda e o Catolicismo. O cantor tem tatuada em seu peito esquerdo uma imagem de São Cosme e Damião, devoção que já foi retratada por Pagodinho em composições como Falange do Erê e Patota de Cosme. 

Também é devoto de São Jorge, santo católico sincretizado com Ogum, na Umbanda, realizando festas anuais em sua residência em homenagem ao orixá. No álbum Uma Prova de Amor (2008), Pagodinho emplacou a canção Ogum, que retrata o sincretismo entre as duas religiões, sendo esta uma das músicas mais populares nos anos recentes de sua carreira.

Família - Apesar da imagem constantemente endossada de uma figura boêmia e desregrada, Pagodinho contrasta expondo publicamente momentos de intensa vida familiar em suas redes sociais oficiais. Zeca Pagodinho casou-se em 1986 com Mônica Silva, com quem teve quatro filhos: Louis, Eduardo, Elisa e Maria Eduarda. O cantor é ainda avô de Noah (nascido em 2010 e a quem o cantor dedicou a canção Orgulho do Vovô em parceria com Arlindo Cruz) e Catarina (nascida em 2019). 

Em 2015, Pagodinho perdeu seu filho mais velho, Elias Gabriel, fruto de um relacionamento anterior ao seu casamento atual. Na ocasião, o cantor e seus filhos lamentaram a morte precoce de Elias. Outros membros de sua família que seguiram carreira musical são sua irmã Ircéa Pagodinho, que lançou até então apenas o álbum de estúdio Feito Diadema em 1987; e seu sobrinho Juninho Thybau que segue os passos do tio como compositor de samba de raiz e considerado um dos mais principais versadores de partido alto de sua geração.

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