O Amazonas. A Âmbar Energia. Os Irmãos Batista. A Rede Elétrica. O Investimento de R$ 2,3 Bilhões



A Âmbar Energia, nova distribuidora de energia no Amazonas, pretende investir R$ 2,3 bilhões na recuperação e modernização da rede elétrica até 2031. O anúncio foi feito nesta terça-feira (9) pelo presidente da companhia na região, João Pilla, que afirmou que o objetivo é melhorar a infraestrutura do sistema e reduzir a frequência e a duração dos apagões no Amazonas. Empresa do grupo J&F, dos irmãos Joesley Batista e Wesley Batista, a Âmbar Energia assumiu em abril deste ano o controle da distribuição de energia no Amazonas, antes operada pela Amazonas Energia. O grupo também deve assumir a Roraima Energia até o fim de junho.

O montante de investimento faz parte de um plano que será enviado à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) até julho. Além disso, a empresa terá de fazer um aporte de R$ 9,8 bilhões na concessionária. Os recursos serão usados para reduzir o endividamento da concessionária, que ultrapassa R$ 13 bilhões. No Amazonas, a empresa atende cerca de 1.057 milhão de unidades consumidoras, a maioria enquadrada na categoria de baixa tensão, que reúne residências e pequenos comércios. Segundo a companhia, aproximadamente 600 mil clientes estão em Manaus. Os demais, distribuídos nos outros 61 municípios do estado.

Entre as ações previstas está a redução das perdas não técnicas de energia, causadas principalmente por ligações clandestinas, conhecidas como "gatos". Para isso, a empresa pretende ampliar o uso de cabos concêntricos, um tipo de fiação com proteção metálica que dificulta furtos de energia e intervenções irregulares na rede. Segundo a companhia, a medida também deve reduzir sobrecargas no sistema e contribuir para a diminuição de falhas no fornecimento. 

Segundo a Ambar, os investimentos buscam reduzir os apagões e acelerar o restabelecimento da energia quando ocorrerem falhas na rede. A empresa também pretende reduzir a inadimplência, que é quando o consumidor deixa de pagar a conta de energia dentro do prazo estabelecido. 

"Pretendemos investir nos próximos anos R$ 2,3 bilhões em modernização de rede. Em perdas técnicas, em inadimplência, em podas, em limpeza de faixa. Tudo isso para gerar e poder levar uma energia mais consistente, uma energia mais com menos quedas, com menos problemas para o consumidor", disse Pilla.

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