O Caso Ruthetty. A Prisão do Irmão Policial. A Morte do Delegado no Piaui. As Investigações e o Mistério


 

A morte da cantora Ruthetty segue envolta em muito mistério. Esta semana dois episódios tornaram a história mais nebulosa: a prisão do irmão da cantora e o assassinato do delegado Ronaldo Lopes de Oliveira, que atuava nas investigações sobre a morte da cantora e que prendeu um acusado de envolvimento no assassinato de Ruthetty. Nesta quarta-feira, 03, a polícia civil do Pará cumpriu um mandado de prisão preventiva contra o irmão da cantora, encontrada morta em sua casa no dia 03 de dezembro de 2025, na Marambaia, em Belém. O nome do homem não foi divulgado pela corporação. 

Segundo os agentes, as circunstâncias do caso são apuradas sob sigilo pela Delegacia de Enfrentamento ao Feminicídio e Outras Mortes Violentas em Função de Gênero (Defem). O mandado foi expedido pela justiça. Uma irmã da cantora foi à Defem e alegou que a própria família não tem acesso às informações sobre o caso. O irmão preso é policial militar e estava no quartel onde atua, na capital, quando o mandado foi cumprido. 

No dia 30 de abril deste ano, a PC prendeu em flagrante, por tráfico de drogas, o principal suspeito de matar a cantora paraense. O nome dele não foi divulgado. O homem foi encontrado no distrito de Mosqueiro, em Belém.De acordo com a polícia, equipes receberam informações de que o suspeito, já alvo de investigações há alguns meses, transportava drogas para abastecer pontos de venda de entorpecentes no distrito. Os policiais abordaram o suspeito no momento em que ele desembarcava de uma van. 

Durante a revista pessoal, os agentes encontraram na mochila do homem uma grande quantidade de substâncias análogas a cocaína e oxi, além de dinheiro. Após a prisão em flagrante, pesquisas nos bancos de dados revelaram que o homem já era alvo de um disque denúncia pelo assassinato de Ruthetty.

Delegado morto - O delegado Ronaldo Lopes de Oliveira, titular da Seccional Urbana de Mosqueiro e ex-prefeito de Igarapé-Açu, foi encontrado morto nesta quinta-feira (4) em uma chácara localizada no povoado Santa Luíza, zona rural de Teresina, no Piauí. A informação foi confirmada pela polícia civil. O delegado estava desaparecido desde o último domingo (1º), quando saiu do Pará e deixou de manter contato com familiares. 

Durante as investigações, a polícia identificou movimentações que ajudaram a reconstruir parte do trajeto percorrido pelo delegado. Entre elas, a venda de seu aparelho celular por R$ 2 mil na região de São Miguel do Guamá. Também foram registrados abastecimentos do veículo na divisa entre o Pará e o Maranhão e, posteriormente, na cidade maranhense de Bacabal. O automóvel utilizado por Ronaldo Lopes foi rastreado ao longo da viagem e chegou a ser flagrado circulando pela região de Miguel Alves, já no Piauí, antes de entrar em Teresina. 

O carro foi localizado pelas autoridades na capital piauiense. Dentro do veículo, os investigadores encontraram um colete balístico. As buscas passaram a se concentrar na região do povoado Santa Luíza após surgirem informações de que o delegado mantinha forte vínculo afetivo com o local, onde existe uma propriedade pertencente ao seu avô materno. Foi justamente nessa área que o corpo acabou sendo encontrado. 

Ronaldo Lopes atuava diretamente em investigações de grande repercussão no Pará. Entre elas, o caso da morte da cantora Ruthetty, encontrada sem vida em dezembro do ano passado dentro da residência onde morava, no bairro da Marambaia, em Belém. Em abril deste ano, ele coordenou a prisão de um suspeito apontado pela polícia civil como envolvido no caso.

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