O Daniel Santos. O Flávio Bolsonaro. A Agenda de Altamira. A Ausência Notória e o Alinhamento de Conveniência


 

A política não admite vácuo e muito menos o falso alinhamento. Em Altamira, durante a visita de Flávio Bolsonaro ao Pará, um nome foi notado, não pela presença, mas pelo silêncio e ausência: Daniel Santos. Enquanto a direita paraense se mobilizava para recepcionar uma das maiores lideranças conservadoras do país, Daniel Santos preferiu o isolamento. Na hora do aperto de mão, do evento oficial, de mostrar lado, Daniel preferiu o casulo.

A atitude de Daniel, em não mostrar a cara em evento tão significativo, contrasta, e muito, com um candidato que tenta, a todo custo, colar sua imagem ao bolsonarismo para angariar votos de quem defende valores conservadores. Mas a teoria do discurso cai por terra diante da retumbante ausência. Para especialistas da política, a ausência de Daniel Santos em Altamira não é um detalhe de agenda, é uma escolha deliberada. É o comportamento de quem quer o voto do eleitor de direita, mas não quer o ônus de vestir a camisa, defender as pautas e caminhar ao lado de quem lidera o projeto.

Não se faz política de lealdade pelas costas ou escondido. Se Daniel Santos quer o apoio da direita, deveria, salvo melhor juízo, ter começado por demonstrar o mínimo de respeito e parceria com quem, de fato, representa esse campo. A falta de coragem em comparecer ao evento de Altamira deixou claro de que se trata de um aliado de conveniência. Ao ignorar a agenda de Flávio Bolsonaro, Daniel Santos provou que sua relação com a direita é superficial e descompromissada. Diante disso, perguntar não ofende: quem não tem compromisso com seus aliados hoje, terá compromisso com o Pará amanhã ?

Comentários