O Juiz Vinicius Pedrassoli. A Corrupção. A Transgressão do Dever Funcional. O TJ do Pará e a Aposentadoria Compulsória
Fim da linha para um magistrado do TJE do Pará. O Tribunal de Justiça do Estado do Pará aposentou compulsoriamente o juiz Vinicius de Amorim Pedrassoli, que era investigado por suposta prática de corrupção e transgressão de dever funcional na comarca de Santarém, no oeste do Pará. Pedrassoli, atuava como juiz Vara da Fazenda Pública da Capital e foi titular da Vara de Relações de Consumo da Comarca de Santarém. Mensagens trocadas entre Vinicius e seu assessor Henrique Braga Farias, extraídas de aplicativo de mensagem do celular de Henrique, foram definidoras para o fim da carreira de Vinicius na magistratura paraense.
Algumas das mensagens estão relacionadas ao processo que tem como réu Dionar Cunha Junior, acusado de ser o mandante das mortes do empresário Iran Parente e da esposa dele, Josielen Prezza, ocorridas em fevereiro de 2020. Os indícios apontam para prática de corrupção ativa e irregularidades no exercício da função do juiz. As investigações iniciaram com uma sindicância em 2022, que identificou indícios de favorecimento a advogados, manipulação de ritos processuais e suposta leniência em ações ajuizadas pelo assessor de Vinicius Pedrassoli, Henrique Braga Farias e pelo analista Gilson Figueira dos Santos, o que levantou suspeita sobre a conduta do juiz.
Henrique e Gilson teriam elaborado minutas de decisões e movimentado processos dos quais eram autores. Outra sindicância, desta vez por tentativa de suborno envolvendo Henrique Braga Farias, assessor de Pedrassoli, resultou na exoneração do assessor. Por meio de sua esposa Crislaine Aguiar Griebler, ele teria oferecido R$ 500 mil à servidora Poliana Dyara Gomes Rocha Aguiar, da Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Santarém, para favorecer o réu Dionar Cunha Junior no processo de duplo homicídio. A servidora recusou e denunciou ao seu chefe, o juiz Gabriel Veloso de Araújo, a tentativa de suborno.
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