O Roberto Carlos. O Filho do Erasmo. A Briga pela Herança do Tremendão. O Fim do Relacionamento Comercial
Uma relação profissional construída ao longo de anos chegou ao fim nos bastidores de uma das carreiras mais importantes da música brasileira. Roberto Carlos e Leonardo Esteves, que atuava na comercialização dos shows do cantor, decidiram encerrar a parceria. Nos bastidores do showbusiness, a notícia caiu como uma bomba — principalmente porque a decisão não teria correspondido exatamente à vontade de Roberto.
O cantor mantém uma relação de confiança profissional e familiar com Leonardo, a quem conhece desde criança (Roberto o viu nascer) e considera profissional competente. Leonardo e seus irmãos, filhos de Erasmo Carlos, amigo e parceiro de composições de Roberto por mais de 60 anos, cresceram com os filhos de Roberto, que era padrinho de batismo de Alexandre Esteves, filho mais novo do Tremendão, falecido em 2014. A relação de intimidade ajuda a explicar por que a separação teria sido especialmente delicada para Roberto.
A relação, contudo, já não atravessava seu melhor momento. A decisão de Roberto de testemunhar a favor de Fernanda, viúva de Erasmo, em um dos processos que envolvem a briga pelo espólio do amigo, começou a desgastar a relação. Leonardo teria considerado isso uma traição. Já Roberto, apesar da relação com os filhos de Erasmo, não se negou quando foi chamado em juízo pela defesa de Fernanda — mas sempre deixou claro que o fez por lealdade a Erasmo. A partir daquele episódio, segundo relatos de bastidores, mesmo com a continuidade dos compromissos comerciais do rei, a relação pessoal nunca mais foi a mesma.
No universo de Roberto Carlos, relações profissionais são longevas. Leonardo assumiu a venda dos shows de Roberto logo após o fim da parceria do rei com o empresário Doddy Sirena. Desde então, administrava uma alta demanda de turnês e shows, com cachês acima de um milhão de reais. O empresário abriu mão de uma fonte de renda milionária, já que Roberto faz, no mínimo, oito shows por mês. No mercado, um profissional ganha entre 10% e 15% por contrato fechado — ou seja, vender os shows do rei rendia um "salário" de cerca de R$ 1,2 milhão ao mês.
Quando foi comunicado por Leonardo da decisão, Roberto tentou dissuadi-lo, pois não desejava perder o profissional de sua estrutura: conversou, deu-lhe prazo para pensar, mas acabou aceitando a decisão. Uma fonte próxima revela que o desgaste teria sido muito mais difícil para Roberto Carlos. A relação pessoal ainda existe, mas não como antes de a disputa pela herança de Erasmo ir parar nos tribunais.
Aliás, Roberto fará uma apresentação extra no Qualistage, no Rio, depois de esgotar os ingressos para o show marcado para sábado (15). A nova data será no domingo (16). O cantor chega ao Rio com a turnê Eu Ofereço Flores, que reúne músicas de diferentes fases de sua carreira. Antes das apresentações no Rio, o artista passou por uma turnê pelo México no início de 2026 e depois retomou a agenda de shows pelo Brasil.
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