O carro da advogada Regiane Furtado Lisboa foi alvo de disparos de arma de fogo em Santarém, no oeste do Pará. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil, que busca identificar quem planejou e executou o ataque. Antes dos tiros, a advogada teria recebido uma mensagem de áudio com a voz alterada por computador, numa tentativa de esconder a identidade do autor. Na gravação, a vítima é ameaçada de morte e ouve o aviso de que o próximo disparo seria contra ela. Após tomar conhecimento da ameaça, a Polícia Civil do Pará foi acionada e deu início às investigações. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre suspeitos ou sobre a possível motivação do crime.
O levantamento de informações e a busca por pistas são comandados pelo delegado Sílvio Birro, chefe do Núcleo de Apoio à Investigação (NAI) do Baixo Amazonas. O setor atua na apuração de crimes por meio do cruzamento de dados e da coleta de informações que possam ajudar na identificação dos envolvidos. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Santarém, também acompanha o caso. Por meio do grupo responsável pela defesa das prerrogativas profissionais, a entidade informou que está monitorando a situação de perto.
O registro profissional da vítima confirma que ela possui inscrição regular na OAB. A polícia ainda não informou se há suspeitos identificados; a ausência de detalhes faz parte da estratégia para não comprometer o andamento das investigações. O caso chama atenção diante do cenário de violência contra a mulher registrado em Santarém ao longo de 2026: quatro feminicídios já ocorreram no município neste ano, três deles em um intervalo inferior a 20 dias, durante o mês de julho, provocando comoção e aumentando a preocupação das autoridades e da sociedade sobre a violência de gênero.
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