A Dalide Côrrea. O Banco Master. O Gilmar Mendes. As Conversas e a Investigação da PF


 

A alta cúpula do Banco Master trata como prioridade os pagamentos efetuados para a advogada Dalide Côrrea. Em mensagens extraídas do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ela é tratada como “sócia” do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes. Em troca de mensagens, cobranças por repasses ao escritório da advogada são feitas e também pessoas estariam sendo pressionadas para autorizar faturas. As pessoas estariam sendo pressionadas pelo diretor jurídico do Banco Master, Luiz Rennó. Ele também citou uma suposta ligação de Dalide com Gilmar Mendes. Ele afirmou que o pagamento tinha a ver com disputas de precatórios e precisava de urgência.

“Fala amigo! Aquele pagamento é para Dalide! Aqueles precatórios! Ela é sócia do GM stf! O Leandro sócio dela é muito complicado e eles operam com o BTG. Autoriza esse”, escreveu.

Em 2024, Luiz Rennó pediu prioridade para a liberação de R$ 15 milhões para Dalide Côrrea. Na época, Daniel Vorcaro chega a questionar e recebe a afirmação de que o valor se referia a uma vitória em um caso. O escritório de Dalide Côrrea foi apontado pelo diretor da área financeira do Banco Master como “canal direto com o STF”, durante troca de conversas com o superintendente executivo de Tesouraria, Alberto Félix. Por meio de nota, Gilmar Mendes negou sociedade e afirma que a associação feita pelos executivos do Banco Master não procede.

“O Ministro Gilmar Mendes nunca teve qualquer sociedade com a advogada, nem no IDP nem em qualquer outra empresa. A afirmação atribuída a executivos do Banco Master é falsa”.

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