Após deflagração nacional, a greve dos trabalhadores dos Correios já atinge 13,26% dos profissionais do Pará, segundo estimativa divulgada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos do Pará (Sincort-PA). A paralisação começou no estado na sexta-feira (11) e ocorre por tempo indeterminado. A categoria cobra avanços nas negociações salariais e a manutenção de direitos, entre eles o plano de saúde. Na manhã da última segunda-feira (14), trabalhadores realizaram mobilização e assembleia em frente à agência da avenida Almirante Barroso, em Belém; o encontro, liderado pelo Sincort-PA, decidiu pela manutenção da greve.
Segundo o presidente do Sincort-PA, Wandré do Carmo, a greve começou efetivamente em 10 de setembro em estados que têm terceiro turno. No Pará, onde esse turno não existe, a paralisação teve início no dia seguinte, sexta-feira (11). Ele explicou que a categoria reivindica avanços na negociação da data-base e a manutenção de direitos históricos, entre eles o plano de saúde, considerado inegociável pelos trabalhadores.
A avaliação do sindicato é de que a tentativa de retirada desses direitos tem fortalecido a greve, que ocorre não apenas no Pará, mas em todo o país. "A própria empresa avaliou que o Pará está com 13,26% do efetivo parado. Estamos avançando para mobilizar mais trabalhadores e trabalhadoras, para que entendam a importância desse momento de reivindicação constitucional — que é lei, que é legal —, e para que a gente possa avançar", afirma.
Segundo Wandré, a última proposta foi apresentada pela empresa na semana passada, com avanço no índice de reajuste com base no INPC ou no IPCA, mas sem ganho real: a proposta apenas repõe a inflação do período, sem aumentar o poder de compra dos trabalhadores. Por isso, o sindicato avalia que a medida representa, na prática, perda salarial. "A greve é por tempo indeterminado. Já existe um dissídio coletivo marcado para 21 de setembro, que a própria empresa judicializou no TST. Enquanto isso, vamos fortalecer a greve e fazer com que a empresa traga para a mesa de negociação uma discussão boa para todos, inclusive para o trabalhador, que é quem produz de verdade para os Correios", afirma o presidente do Sincort-PA.
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