O Conselho Superior do Ministério Público Federal (MPF) marcou para 25 de setembro o debate sobre o procedimento interno relativo às menções ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, em mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do antigo Banco Master. O caso é relatado pelo subprocurador-geral da República Francisco de Assis Sanseverino, um dos conselheiros, e foi aberto após representação de deputados do partido Novo, que pediram o afastamento de Gonet das investigações do caso Master. O PGR não responde a processo administrativo passível de punições; o conselho deverá apenas discutir se a menção a ele em relatório da PF compromete sua imparcialidade no caso.
Em defesa enviada na terça-feira (15), Gonet afirmou, em termos diretos, não ter "com o Sr. Daniel Vorcaro relação de amizade alguma, nem muito menos interesse pessoal nos processos em que ele conste como parte ou investigado". Durante julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), também na terça-feira, disse ter se encontrado com Vorcaro apenas uma vez, de forma "brevíssima e banal", em razão da participação em um painel jurídico em Londres que tinha o Master entre os patrocinadores. Na defesa ao Conselho Superior, o PGR afirmou não ter conhecimento prévio de quem eram os patrocinadores do evento e destacou que seu contato não foi encontrado no telefone de Vorcaro.
Menções — Os investigadores da Operação Compliance Zero, que apura corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias supostamente praticadas por Vorcaro, identificaram menções a Gonet em conversas do ex-banqueiro com o ministro do STF Alexandre de Moraes. "Não podemos reverter isso com Paulo e Andrei", diz Vorcaro em uma das mensagens. Para os delegados da Compliance Zero, tratam-se de Paulo Gonet e Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal (PF).
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