O Elymar Santos. O Aluguel do Canecão. A Pandemia. O Assalto. A Depressão. A Volta aos Palcos


 

O cantor Elymar Santos, um dos nomes mais versáteis e ecléticos da música popular brasileira, realizou uma grande proeza no início de sua jornada no mundo da música. Em 12 de novembro de 1985, alugou a famosa casa de espetáculos Canecão, no Rio de Janeiro. A aposta: financiar o próprio espetáculo e provar seu talento ao público. Em uma tacada arriscada, vendeu o próprio carro e um apartamento. O resultado foi um show de grande sucesso de público, com ingressos esgotados, ampla cobertura da imprensa e o início definitivo de sua carreira de sucesso nacional.

Elymar contou que não sonhava cantar no palco do Canecão, mas que aconteceu como "coisa da mão de Deus". Ele alugou a casa por uma noite e, ao final da apresentação, a plateia exultava com o show. Os donos da casa de espetáculos subiram então ao palco para convidá-lo a fazer uma temporada naquele espaço musical.

Mas nem tudo foram flores na trajetória artística de Elymar Santos. O cantor teve de ficar três anos parado, longe dos palcos, porque enfrentou momentos muito difíceis no período pós-pandemia da Covid-19. "Tive depressão, síndrome do pânico, tudo que possa imaginar. Eu não conseguia mais ir para o palco, ficava trancado na minha casa, no meu quarto. Foi um momento muito difícil na minha vida, pensei em parar", contou Elymar.

O cantor também sofreu uma tentativa de assalto no período pós-pandemia, nas proximidades do Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. O artista contou que foi cercado por criminosos e chegou a ter sete fuzis apontados para a cabeça. No momento de tensão, a máscara e o boné que usava caíram; os assaltantes o reconheceram e acabaram indo embora, levando apenas o celular.

Embora a polícia tenha chegado logo após a fuga dos criminosos, Elymar recusou-se a ir à delegacia registrar queixa, optando por não dar repercussão ao caso. O trauma do episódio gerou sérios impactos em sua saúde mental, deixando-o hipertenso e provocando fobia de subir aos palcos por um período. Além disso, o assalto e outros momentos difíceis o fizeram reforçar o cuidado com a ansiedade e o uso de medicação contínua.

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