O Remo. A Agência de Regulação. A Terceira Advertência


 

Clube do Remo recebeu a terceira advertência pública em 2026 da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF), órgão ligado à CBF que fiscaliza o fair play financeiro no Brasil. A decisão mais recente, julgada em 2 de outubro, aponta o descumprimento de requisitos de solvência por causa de pagamentos em atraso de obrigações deste ano a autoridades públicas. O órgão recomendou que o clube regularize os débitos até 31 de outubro e apresente os comprovantes na janela de verificação prevista para 30 de novembro. A decisão foi unânime na Primeira Turma de Julgamento da ANRESF. Durante o processo, o Remo alegou que pretendia aderir a um edital de transação tributária, mas não apresentou documentação que comprovasse a formalização do acordo. A defesa também não contestou a existência das pendências financeiras. Diante disso, o órgão rejeitou o pedido para que o clube aguardasse a próxima janela de verificação sem punição.

Além da advertência pública com identificação do clube, a agência reguladora alertou que a falta de comprovação da regularização poderá resultar em sanções progressivamente mais severas, como propostas de aplicação de multas pecuniárias e retenção de receitas. A medida aumenta a pressão sobre a diretoria azulina para solucionar as pendências e evitar consequências financeiras mais graves. Esta é a terceira advertência pública aplicada ao Remo pela agência em 2026. Antes da decisão de outubro, o clube já havia sido punido em julho por irregularidades relacionadas a débitos tributários e sociais, incluindo o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Em maio, a primeira advertência ocorreu pelo atraso na publicação das demonstrações financeiras referentes ao exercício de 2025.

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