Tá pegando fogo a eleição para a presidência do TJE do Pará, que ocorre na próxima semana. A disputa já encerrou amizades antes consideradas inquebrantáveis. O presidente da corte, Roberto Moura, já não divide mais caminhadas com Pedro Sotero no condomínio Médici, na Marambaia, onde ambos residem e são vizinhos de rua. Agora, quando um avista o outro, muda de calçada.
A disputa pela cadeira de vice colocou ambos em lados opostos. Isso porque, apesar de compadres — a filha de Sotero é afilhada de Moura —, o presidente “roeu a corda” e decidiu apoiar a candidatura de José Torquato, prefeito de honra da Vila de Mosqueiro, que disputará a cadeira com Sotero, fortalecendo a máxima do “amigo da onça”.
Outro que não divide mais a mesma cuia de tacacá com Roberto Moura é o desembargador Mairton Carneiro, que era amicíssimo do presidente e também levou “bola nas costas” quando não recebeu apoio para concorrer ao cargo de corregedor da corte. Moura, a exemplo do que fez com Sotero, trocou amor velho por amor novo e "largou a mão" de Mairton, deixando-o “sem lenço e sem documento” para bater chapa com José Antônio Cavalcante.
E tem também assédio pelo voto. O que se diz é que os togados “mais novos” foram agraciados, já com vistas às eleições, com viagens ao exterior e com vagas em comissões — que engordam o "porquinho" no fim do mês em R$ 12 mil —, garantindo votos na urna para o o sistema. Alguns chamariam a manobra de captação de sufrágio, mas isso não passa de futrica da oposição. Coisas da campanha da toga! Qualquer semelhança com as eleições "valendo" é mera coincidência!
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