
O ex-deputado federal Deltan Dallagnol (Novo) foi eleito para assumir uma cadeira no Senado pelos próximos oito anos. A vitória ocorre um dia após ele ter a candidatura cassada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), decisão revertida hoje pelo presidente da corte, o ministro Nunes Marques.
Dallagnol conseguiu disputar a vaga após reviravoltas na Justiça Eleitoral. Em setembro, o ex-procurador da Operação Lava Jato foi impedido de pedir votos, participar de debates e aparecer em propagandas no rádio e na TV. A decisão foi tomada após questionamento da Coligação Paraná Para Todos e pela Federação Brasil da Esperança, formada por PT e PDT…
O entendimento considera que ele descumpriu a Lei da Ficha Limpa ao deixar o cargo de procurador do MPF (Ministério Público Federal) enquanto ainda respondia a procedimentos disciplinares internos. A irregularidade tornou Dallagnol inelegível a partir de uma decisão do próprio TSE em 2023 e cassou o mandato que ele exercia como deputado federal.
O direito a ter os votos computados foi autorizado no dia do pleito pelo ministro Nunes Marques horas após o ministro Floriano de Azevedo Marques, também do TSE, cassar a candidatura do ex-procurador. Na decisão barrada pelo presidente da Corte, ele determinou que a candidatura de Dallagnol ganhasse o status de indeferida e que os votos recebidos por ele fossem considerados nulos.
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